AFROAMAZONAS
Movimento Afro-descendente do Amazonas

Principal |O que somos | Lideranças | Atividades | Artigos | Fórum | Links | Contato



Alguns dados estatísticos:

LEMBRANDO QUE O IBGE DEFINE (ASSIM COMO O PRÓPRIO MOVIMENTO NEGRO) POPULAÇÃO NEGRA COMO A SOMA DOS AUTO-DECLARADOS PRETOS E PARDOS, NO ENTANTO  NO AMAZONAS  E OUTROS ESTADOS DO NORTE EXISTE UMA PECULIARIDADE QUE TORNA  INEXATA AS ESTATÍSTICAS, POIS A MAIORIA DOS PARDOS (EM PERCENTUAL OFICIALMENTE INDETERMINADO) É NA REALIDADE INDIGENA-DESCENDENTE AO CONTRÁRIO DO RESTO DO BRASIL ONDE OS PARDOS SÃO SALVO MÍNIMAS EXCEÇÕES  DE ORIGEM DOMINANTEMENTE AFRICANA, CABE LEMBRAR TAMBÉM QUE A POPULAÇÃO DE TODA A REGIÃO NORTE CORRESPONDE A APENAS 7,8% DA POPULAÇÃO DO PAÍS. POR COMPARAÇÃO NOTA-SE QUE A POPULAÇÃO PARDA DE ORIGEM AFRO EM TODAS AS OUTRAS REGIÕES DO PAIS É SEMPRE DE  4 A 6 VEZES MAIOR QUE A AUTO-DECLARADA PRETA E NA MÉDIA NACIONAL  CERCA DE 7,5 VEZES MAIOR PODEMOS ENTÃO INFERIR QUE A POPULAÇÃO PARDA DE ORIGEM AFRO NO AMAZONAS É DA ORDEM DE  22% DA POPULAÇÃO O QUE SOMADO AOS 3,7% DE PRETOS AUTODECLARADOS GIRARIA EM TORNO DE 25% DA POPULAÇÃO DO ESTADO (OU SEJA..., É  A MESMA PROPORÇÃO DE POPULAÇÃO "BRANCA", É SEIS VEZES MAIOR QUE A POPULAÇÃO INDÍGENA E A METADE DA POPULAÇÃO PARDA INDIODESCENDENTE ), DESMONTANDO ASSIM O MITO DA INEXISTÊNCIA OU INSIGNIFICÂNCIA DA PRESENÇA NEGRA NO AMAZONAS.

Abaixo, resumo de estatísticas de variadas fontes (NO FINAL DA PÁGINA HÁ LINKS DIRETOS PARA PESQUISAS NOS SITES DO IPEA E DIEESE )

Brasil
e
Grande Regiões
Distribuição da população por cor ou raça (1) (%) - 1999
Branca Preta Parda Amarela Indígena
Brasil 54,0 5,4 39,9 0,5 0,2
Norte (2) 28,0 2,3 68,3 0,2 0,9
Nordeste 29,7 5,6 64,5 0,1 0,1
Sudeste 64,0 6,7 28,4 0,8 0,1
Sul 83,6 3,0 12,6 0,5 0,2
Centro-Oeste 46,2 3,5 49,4 0,4 0,5

(1) Exclusive as pessoas que não declararam sua cor.
(2) Exclusive a população da área rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.

Percentuais da população por UF  CENSO 2000          

                         Brancos       Pretos       Pardos     Amarelos(e Indígenas)

Amazonas            24,8            3,7         65,7              4,4

Roraima               24,8            3,4          64,5              6,6

Amapá                 24,2            6,6          67,5              0,8

Bahia                   23,4           13,0          61,9              0,6

Pernambuco       40,4            4,9           53,3              0,5

Maranhão            40,4            4,9            3,3               0,5

Alagoas               34,1            3,9           60,6              0,3

 

A DESIGUALDADE EM NÚMEROS

Maioria dos altos cargos são ocupados por não-negros

Dados de 2003 mostram que em Salvador, onde a população negra é superior a 80%, a proporção de negros* em postos de Direção e Planejamento é de 8,6% do total de cargos ocupados nas empresas pesquisadas. Três vezes menor que o de não-negros (27,9%).
(*) negros (pretos e pardos); não-negros (brancos e amarelos/orientais)
Fonte: Dieese

Pobreza é ainda um problema

Em 1976, a população negra (pretos e pardos) correspondia a 39,5% do total da população brasileira e 57,6% da parcela mais pobre. Passados 25 anos, a desigualdade permanece. E em 2001, os negros constituíam 46,1% da população e 69,6% dos mais pobres.
Fonte: PNUD

Qualidade de vida é precária

No Brasil, 75% dos domicilios da população branca são atendidos por saneamento básico adequado. Entre os negros, o percentual cai para 60%.
Fonte: IPEA
 

A desigualdade social brasileira
Os pretos e pardos passam menos tempo na escola...

(período médio de estudo da população, de 10 anos ou mais)*

Brancos 6,3
Pretos 4,3

Pardos 4,3

...ganham menos...

(famílias por classe de rendimento médio mensal - em %)

 

sem rendimento
e até 1 salário

mais de 1 a 3

de 3 a 5

mais de 5

Brancos

33,6
36,7
12,4
15,3
Pretos
58,1
31,5
5,4
3,5

Pardos

61,5
27,7
5,4
3,7

(ganho médio, em salários mínimos)

Brasil 3,7
Brancos 4,9
Pretos 2,4
Pardos 2,2

...e são mais numerosos entre os analfabetos

(taxa das pessoas que não sabem ler
nem escrever, de 15 anos ou mais - em %)
Brasil 14,7
Brancos 9
Pretos 22,2
Pardos 22,2

* Em anos        Fonte: IBGE/Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

 

Independente das controversas estatísticas sobre a presença de Negros (pretos e pardos) nas Universidades , uma coisa é clara nas salas de aula... a sua ausência ou enorme inferioridade numérica é visível ... e se lá estão... com certeza não é nos cursos mais requisitados como Medicina, Direito, Engenharia e outros ... estão na sua imensa maioria nos cursos menos prestigiados..., sem cotas isto não mudará  .
 
IBGE divulga números do Censo 2000 relativos à educação
Segundo a pesquisa, apenas 6,8% dos 85,4 milhões de brasileiros com 25 anos ou mais concluíram o curso superior

Publicado em 02/12/2003 às 12:00

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje os dados do Censo Demográfico 2000 referentes à educação. Segundo a pesquisa, apenas 6,8% dos 85,4 milhões de brasileiros (o equivalente a 5,8 milhões) com 25 anos ou mais concluíram o curso superior (graduação, mestrado ou doutorado). Embora ainda tímido, o resultado aponta crescimento de 17,8% em relação ao mesmo estudo realizado em 1991. À época, 3,8 milhões (5,8%) na mesma faixa etária eram graduados ou pós graduados.

No cruzamento da
série de escolaridade concluída com a cor ou raça, são os amarelos (26,9%) que detêm o maior percentual de nível superior concluído, sendo que pardos (2,4%), indígenas (2,2%) e pretos (2,1%) apresentam taxas cinco vezes menores que a dos brancos (9,9%). Ainda na faixa etária de 25 anos ou mais de idade e levando em conta o sexo da pessoa, o estudo aponta que há mais mulheres (3,1 milhões) do que homens (2,6 milhões) com nível superior concluído.

Segundo o nível concluído, observa-se que há mais mulheres graduadas (55,0%) do que homens (45,0%). Os homens, no entanto, registram mais pós-graduados - 57,0% contra 43,0%. Segundo o IBGE a diferença pode ser explicada pelo fato das mulheres, nesta faixa etária, encontrarem-se no pico de sua fecundidade e, portanto, dividindo seu tempo entre trabalho, estudo e cuidado com a família.
No grupo dos mestres e doutores (mais de 300 mil), 86,4% são brancos; 9,2%, pardos; 1,9%, amarelos; 1,8%, pretos e, apenas 0,2%, indígenas

Quanto às pessoas com idade igual ou superior a 20 anos e que ainda freqüentam o nível superior (3% da população total), 7,2% são amarelos; 4,2%, brancos;
1,4%, pardos; 1,1% indígenas e 1,0%, pretos

 A DESIGUALDADE NA UNIVERSIDADE

Tabela de cor na Universidade : Número de formandos por cor/2000, em % *

 

CURSOS

BRANCOS PRETOS PARDOS

Administração

83,3

1,6 10,9

Direito

84,1

2,0 10,8

Engenharia Civil

81,2

1,8 12,4

Engenharia Química

82,8

1,8 11,0

Medicina Veterinária

84,9

1,1 9,5

Odontologia

85,8

0,7 8,4

Matemática

73,4

3,5 20,0

Jornalismo

81,5

2,9 11,5

Letras

70,9

3,9 21,6

Engenharia Elétrica

79,8

1,5 12,0

Engenharia Mecânica

81,0

1,9 11,6

Medicina

81,6

1,0 12,3

Economia

77,9

2,9 15,7

Física

72,8

3,5 18,5

Química

75,0

3,6 17,9

Biologia

74,9

2,5 19,2

Agronomia

83,3

1,6 11,8
*Fonte/INEP, dados dos questionários dos formando no Provão 2000 e elaborados pelo DIEESE.

 

Negros e mulheres ganham 47,8% menos que homens brancos

FABIANA FUTEMA
da
Folha Online
29/08/2001 - 11h22
Negros e mulheres continuam sendo duramente discriminados pela sociedade. Uma das faces do problema pode ser medida pelo mercado de trabalho, que paga salários menores para esses dois grupos.

Pesquisa divulgada hoje pela Fundação Seade mostra que, na mesma função, homens negros (R$ 639) e mulheres (R$ 652) recebem salários até 47,8% inferiores aos pagos para trabalhadores brancos do sexo masculino (R$ 1.236).

ver a matéria integral em  : http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u29973.shl

 

DESEMPREGO É MAIOR ENTRE AS PESSOAS NEGRAS   

 

Tabela 1 - Taxas de Desemprego segundo Raça
Brasil - Regiões Metropolitanas 1998 (em %)

 

Regiões Metropolitanas

 

Taxas de desemprego

 

Diferença entre as taxas de negros e não-negros
 

 

Negros

 

Não-negros
São Paulo 22,7 16,1 41%
Salvador 25,7 17,7 45%
Recife 23,0 19,1 20%
Distrito Federal 20,5 17,5 17%
Belo Horizonte 17,8 13,8 29%
Porto Alegre 20,6 15,2 35%
Fonte: DIEESE/SEADE e entidades regionais. PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego
Elaboração: DIEESE

E pior ainda para as mulheres negras

Tabela 2 - Taxas de Desemprego por Sexo segundo Raça
Brasil - Regiões Metropolitanas 1998 (em %)

 

Regiões Metropolitanas
Negros Não-negros Diferença entre as taxas
Mulheres Homens Mulheres Homens Mulheres negras e mulheres não-negras Homens negros e homens não-negros

São Paulo

25,0

20,9

19,2

13,8

19,6%

51,4%

Salvador

27,6

24,0

20,3

15,2

36,0%

57,9%

Recife

26,3

20,5

22,6

16,2

16,4%

26,6%

Distrito Federal

22,4

18,9

21,0

14,2

6,7%

33,1%

Belo Horizonte

20,5

15,8

16,8

11,5

22,0%

37,4%

Porto Alegre

22,7

19,2

18,1

13,1

25,4%

46,6%
Fonte: DIEESE/SEADE e entidades regionais. PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego
Elaboração: DIEESE

 

ONU ataca 'mito' da democracia racial no Brasil

18/11/2005 - 11h00

da BBC, em Londres

Um relatório sobre o desenvolvimento humano no Brasil que a ONU divulga nesta sexta-feira reunindo uma série de indicadores sociais e econômicos do país concluiu que, em todos eles, os negros brasileiros estão em situação desfavorável.

O relatório mostras que a desigualdade se dá em áreas como renda, saúde e educação. Além disso, o trabalho faz comparações para mostrar que a situação não tem se alterado nas últimas décadas.

“Os dados apenas corroboram o que está à vista de qualquer observador: quanto mais se avança rumo ao topo das hierarquias de poder, mais a sociedade brasileira se torna branca”, diz o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), órgão da ONU que produziu o levantamento.

Desenvolvimento humano

O levantamento do Pnud utiliza os indicadores pesquisados para revelar outro aspecto da desigualdade entre brancos e negros no Brasil.

Em 2002, o Brasil ficou em 73° lugar no ranking do IDH (índice de desenvolvimento humano, elaborado pela ONU). Mas o estudo indica que, se as populações brancas e negras representassem países diferentes, a distância entre os dois grupos seria de 61 posições.

O relatório diz que o ‘Brasil branco’ ficaria em 44° lugar no ranking, junto a países como a Costa Rica e à frente da Croácia, por exemplo. Já o ‘Brasil negro’ seria o 105° colocado, com o mesmo índice de El Salvador e atrás de países como o Paraguai.

O estudo também afirma que as desigualdades raciais se combinam às desigualdades regionais.

Um grupo formado apenas pelos brancos do Sudeste ficaria na 37ª posição, com índice semelhante ao da Polônia. Já os negros do Nordeste teriam condições de vida semelhantes às da Bolívia e ocupariam o 115° lugar.


ver a matéria integral em : http://noticias.uol.com.br/bbc/2005/11/18/ult2363u4875.jhtm

 

Poucos Negros na Elite

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, com base em dados da Pnad, do IBGE. Os números apontam que em 2004, os afrodescendentes eram 15,8% da elite (representada pelo 1% mais rico do País), um avanço em relação aos 9,1% verificados em amostra semelhante realizada em 1992. “Esse é um resultado importante que deve ser festejado”, disse à DINHEIRO Hélio Santos, professor da Fundação Visconde de Cairu, da Bahia. Segundo ele, essa mudança começou a acontecer graças a uma série de políticas públicas voltadas para a inclusão social dos negros que começaram a ser desenvolvidas a partir dos anos 90. “Mas o ideal seria estar nos 25%”, afirma. O economista Mário Theodoro, da Universidade de Brasília, concorda. Ele, a pedido do Instituto Ethos, mensurou quanto o racismo custa para o Estado brasileiro e chegou a um número: R$ 67,2 bilhões. Esse, segundo ele, é quanto o Brasil deixou de investir ao longo da História –e que teria de investir a partir de agora-- para reduzir o fosso que existe entre negros e brancos quando se fala em educação, habitação e saneamento. “

ver na íntegra em : http://www.terra.com.br/istoedinheiro/455/economia/negros_elite.htm

 

 

Institutos de pesquisa

O IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada conduziu várias pesquisas estatísticas sobre a discriminação racial e de gênero no mercado de trabalho, condições de vida e Educação
Clique aqui para baixar a apresentação powerpoint "Desigualdades raciais no Brasi " feita pelo IPEA
Clique aqui para abrir arquivo PDF , pesquisa "Gênero e Raça no Mercado de Trabalho"- IPEA
Acesse aqui diversas pesquisas sobre discriminação direto do site do IPEA

O DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos  - mantém também indicadores precisos sobre o Mercado de trabalho, ocupação por raça e gênero, veja o MAPA DA POPULAÇÃO NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO