:: Matéria publicada
na Revista Nova Escola
África - Berço da humanidade e do conhecimento
Há
7 milhões de anos houve a separação entre as linhagens do macaco e do
que viria a ser o homem mais tarde. Os fosseis mais antigos de nossos
ancestrais foram encontrados no Vale da Grande Fenda, formação que
atravessa a Etiópia, o Quênia e a Tanzânia. Milhões de anos depois, o
Homo erectus teria partido dessa região para povoar a Ásia e a Europa,
onde se transformou em homem de Neanderthal. Os que continuaram na
áfrica evoluíram para a espécie sapiens, que mais uma vez migrou,
dizimando ou substituindo os neandertais e os hominídeos asiáticos. E
assim o planeta foi povoado.
Foi na áfrica, ha milhões de anos, que apareceram nossos ancestrais e dali partiram para povoar a Europa e a Ásia.
Lá também foram encontrados os primeiros centros universitários e culturais de que se tem registro (Tumbuctu, Gao e Djeme).
Império de Gana
Entre os séculos 4 e 11, era conhecido como o Império do Ouro. Seu povo
dominava técnicas de mineração e usava instrumentos como a bateia,
importante para o avanço do ciclo do ouro no Brasil. O clima úmido da
região favorecia o desenvolvimento da agricultura e da pecuária.
Império de Mali
Expandiu-se por volta do século 12. as cidades de Tumbuctu, Gao e Djeme
eram importantes centros universitários e culturais. O povo Dogon, que
habitava a região, registrou em monumentos as luas de Júpiter, os anéis
de Saturno e a estrutura espiral da Via-láctea, observações feitas a
partir do século 17, na Europa.
Império de Songai
Nos séculos 14 e 15, se sobrepôs ao Império de Mali.
Técnicas de plantio e de irrigação por canais foram aperfeiçoadas e vieram para
o Brasil juntamente com os negros escravizados. Esses saberes favoreceram a expansão da agricultura,
principalmente durante os ciclos da cultura de cana-de-açúcar e do café.
Civilização Iorubá
Desenvolveu-se a partir do século 11. Os povos dominavam técnicas de
olaria, tecelagem, serralheria e metalurgia do bronze, utilizando a
técnica da cera perdida (molde de argila que serve de receptáculo para
o metal incandescente). A capital, Oyo Benin, era dividida em
quarteirões especializados (curtume, fundição etc.).
Vale da Grande Fenda
Foi aqui que as linhagens do macaco e do homem se separaram.
Ha 2 milhões de anos, essa era a única área habitada por nossos ancestrais.
O homo erectus partiu para a Europa e a Ásia, mas os que continuaram nessa região
se transformaram em sapiens , que posteriormente povoaram o mundo.
Reino do Congo
Já no final do século 16, os habitantes dessa região eram
especialistas em forjar ferro e cobre para produção de ferramentas.
Introduziu na nossa lavoura a enxada, uma espécie de arado e diversos tipos de machados,
que serviam tanto para cortar madeira como para uso em guerras.
África Hoje:
Área: 30 milhões de quilômetros quadrados(20,3 % da superfície terrestre do planeta)
População: 850 milhões
Número de países: 53
Língua Falada: 2019
Mais detalhes:
Cerca de 20000 a.c - o objetivo matemático mais antigo é o bastão de Ishango,
osso com registros de dois sistemas de numeração.
Ele foi encontrado no Congo em 1950 e é 18 mil anos mais antigo do que a matemática grega.
3000 a.c - o medico negro Imhotep é o verdadeiro pai da medicina:
ele viveu 25 séculos antes de Hipocrates e já aplicava no Egito conhecimentos de
Fisiologia, Anatomia e drogas curativas em seus pacientes.
2000 a.C. - o povo haya (da região da atual Tanzânia) produzia aço a 400 graus
Celsius - temperatura superior a dos fornos europeus do século 19.
Uma faca datada de 900 a.C., feita no Egito, é o objeto de ferro mais antigo.
1650 a.C. - o papiro de Rhind indica que os egípcios sabiam o valor
da constante geométrica pi muito antes de Arquimedes (250 a.c) e as propriedades do
triangulo retângulo antes de Pitágoras (séc.6 a.C.).
Século 12 - muros de pedra de 10 metros de altura foram erguidos na região do Zimbábue.
As ruínas revelam saberes avançados também dos povos subsaarianos em construção civil.
1879 - o médico Inglês R. W. Felkin aprendeu com os banyoro técnicas da cesariana.
O procedimento já envolvia assepsia, anestesia e cauterização do corte, que era vertical.
Fonte Geral: Revista Nova Escola, Editora Abril/ site:www.novaescola.com.br